Infecção pelo zika vírus pode levar a esquizofrenia e autismo

07/06/2018 09:34 Saúde
Jackeline, de 26 anos, segura o filho Daniel, de 4 meses, que nasceu com microcefalia em Olinda - 11/02/2016 (Nacho Doce/VEJA)
Jackeline, de 26 anos, segura o filho Daniel, de 4 meses, que nasceu com microcefalia em Olinda - 11/02/2016 (Nacho Doce/VEJA)

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros indica que as crianças afetadas pelo zika vírus podem desenvolver ao longo da vida transtornos neurológicas, distúrbios de comportamento, como esquizofrenia e autismo, problemas de memória e consequências motoras, tanto em crianças com microcefalia quanto as crianças que não apresentaram a doença. Segundo o Science Daily, os resultados, publicados nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine, indicaram os camundongos avaliados ainda tinham o vírus da zika no cérebro mesmo depois de chegarem a vida adulta. 

Zika Vírus

O zika é um arbovírus, ou seja, sua transmissão ocorre principalmente através de mosquitos, em especial pelo Aedes aegypti, mas também pode ser adquirido através do contato sexual e pela transfusão de sangue. Quando se manifesta em adultos, os sintomas duram alguns dias e são leves, como erupções cutâneas, conjuntivite, artralgia e febre leve.

No entanto, o surto de 2015 no Brasil demonstrou pela primeira vez que a infecção por esse vírus pode ter consequências devastadoras para mulheres grávidas e seus fetos. Durante a epidemia, foi possível perceber a conexão entre a microcefalia e infecção pelo zika durante a gravidez, embora os cientistas afirmem que apenas 10% das crianças infectadas desenvolvam a doença. Também ficou claro que mesmo os bebês nascidos sem microcefalia podem desenvolver sintomas associados à infecção.

Apesar disso, a comunidade médica não era capaz de prever as consequências a longo prazo para essas crianças. Por isso, os cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiram realizar um estudo sobre o assunto. A pesquisa demonstrou que vários sintomas da doença não são superados na vida adulta, como é o caso da perda de peso, dos déficits cognitivos e da função motora comprometida.

Fonte: Revista Veja / 94 FM Dourados

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