Embraer estima demanda de 10.550 aeronaves para até 150 assentos

Frota de aeronaves em serviço deve aumentar para 16 mil unidades no período, sobre 9 mil que estão atualmente em operação
16/07/2018 05:40 Brasil
© Divulgação/Embraer
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A Embraer estima demanda global de 10.550 aeronaves comerciais com capacidade para até 150 assentos nos próximos 20 anos.

Esse segmento do mercado é avaliado em US$ 600 bilhões e é hoje uma aposta da companhia, que lidera a produção desses modelos.As informações estão em documento divulgado no domingo (15) pela Embraer, no qual ela traça cenários para seu negócio no período de 2018 a 2037.

A avaliação da empresa é que os modelos de até 150 assentos estão mais bem posicionadas para combinar eficiência de custos e maior receita por unidade, num cenário como o atual, mais difícil em termos de lucratividade.

Segundo a Embraer, a nova linha de produtos desse segmento tem um custo por viagem aproximadamente 20% menor e desafia a tese de que aeronaves menores necessariamente têm custos por assento maiores.

"O desempenho passado não é garantia de resultado futuro. Apesar do crescimento da indústria ter superado todas as expectativas nos últimos anos, estamos nos preparando para um período de aumento de custos, com contínua pressão por aumento da rentabilidade. Os lucros estão caindo e os ganhos desaparecendo com o aumento de custos", afirmou em nota o presidente da Embraer Aviação Comercial, John Slattery.

A companhia avalia que a maior demanda pelas aeronaves de 150 assentos virá da Ásia-Pacífico (28%) América do Norte (27%) e Europa (21%). Juntas, as três regiões deverão receber 75% das entregas previstas nas próximas duas décadas.

De acordo com a Embraer, a frota de aeronaves em serviço deve aumentar quase 80%, de cerca de 9 mil para 16 mil no período. A demanda por novos jatos será puxada pelo crescimento do mercado (65%) e também pela reposição de aviões antigos (35%). No início de julho, Embraer e Boeing anunciaram acordo em a americana a acertou a compra de 80% da divisão de jatos comerciais da  brasileira por US$ 3,8 bilhões (R$ 14,9 bilhões). Com informações da Folhapress.

Fonte: Folhapress / Notícias ao Minuto

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